segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Inadimplência Escolar reduz no fim do ano

Reajuste da mensalidade em São Paulo deverá partir de 6,7%, segundo projeção do sindicato.

A inadimplência nas escolas particulares do Estado de São Paulo costuma cair no fim do ano porque o pai tem que estar com as contas em dia para rematricular o filho, explica o presidente da Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares), José Augusto de Mattos Lourenço.

Além disso, existem pais que têm o dinheiro da mensalidade, mas preferem deixar de pagar aos poucos e acertar tudo de uma única vez no fim do ano para conseguir descontos maiores, segundo Lourenço.
- Nossa inadimplência no setor tem uma tendência natural de queda no final do ano porque, para renovar a matrícula, o pai tem que negociar. Tivemos até 17% de inadimplência na educação básica em julho, mas hoje a média está entre 8% e 9%.
O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) repassou os dados da inadimplência nas escolas particulares deste ano. Em outubro, a inadimplência ficou em 8,61% (dado mais recente). Entretanto, os calotes chegaram a 10,65% em julho, segundo a planilha.




Em São Paulo, o reajuste das mensalidades escolares será de pelo menos 6,7%, segundo o sindicato. Isso porque, segundo Lourenço, além do IPCA (inflação oficial do governo), que deve fechar o ano em 5,78%, há o aumento real negociado com funcionários.



- As escolas têm que verificar os aumentos salariais. Em São Paulo, além da inflação oficial, tem mais 1,2% de aumento real [acima da inflação] para professores e pessoal administrativo. São Paulo já discute isso há dois anos. Para o ano que vem, também está fechado esse 1,2% [além da inflação]. Depois, as escolas ainda tem que considerar produtividade, crescimento do número de alunos, entre outros fatores [para estipular o aumento].







R7

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