segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Inadimplência Escolar reduz no fim do ano

Reajuste da mensalidade em São Paulo deverá partir de 6,7%, segundo projeção do sindicato.

A inadimplência nas escolas particulares do Estado de São Paulo costuma cair no fim do ano porque o pai tem que estar com as contas em dia para rematricular o filho, explica o presidente da Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares), José Augusto de Mattos Lourenço.

Além disso, existem pais que têm o dinheiro da mensalidade, mas preferem deixar de pagar aos poucos e acertar tudo de uma única vez no fim do ano para conseguir descontos maiores, segundo Lourenço.
- Nossa inadimplência no setor tem uma tendência natural de queda no final do ano porque, para renovar a matrícula, o pai tem que negociar. Tivemos até 17% de inadimplência na educação básica em julho, mas hoje a média está entre 8% e 9%.
O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) repassou os dados da inadimplência nas escolas particulares deste ano. Em outubro, a inadimplência ficou em 8,61% (dado mais recente). Entretanto, os calotes chegaram a 10,65% em julho, segundo a planilha.




Em São Paulo, o reajuste das mensalidades escolares será de pelo menos 6,7%, segundo o sindicato. Isso porque, segundo Lourenço, além do IPCA (inflação oficial do governo), que deve fechar o ano em 5,78%, há o aumento real negociado com funcionários.



- As escolas têm que verificar os aumentos salariais. Em São Paulo, além da inflação oficial, tem mais 1,2% de aumento real [acima da inflação] para professores e pessoal administrativo. São Paulo já discute isso há dois anos. Para o ano que vem, também está fechado esse 1,2% [além da inflação]. Depois, as escolas ainda tem que considerar produtividade, crescimento do número de alunos, entre outros fatores [para estipular o aumento].







R7

Aluno de escola privada vai melhor do que de rede pública

fosso que separa as escolas públicas das privadas no País aumentou nos últimos três anos. A distância entre as pontuações obtidas pelos estudantes das duas redes, que chegava a 109 pontos em 2006, cresceu e atingiu até 121 no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) 2009. Mais do que pontuações diferentes, os números indicam níveis de conhecimento distintos em leitura, matemática e ciência.

Isso quer dizer que enquanto o aluno que estuda numa escola particular alcança 519 pontos em média - o nível 3 na escala de proficiência (patamar considerado razoável pelos organizadores da avaliação) -, o da pública (federal, estadual e municipal) faz 398 pontos e não sai do primeiro nível de desempenho.

Em outras palavras, com 15 anos, os alunos das escolas particulares conseguem ao menos ler um texto e extrair sua ideia principal, identificando argumentos contraditórios e pouco explícitos. Também são capazes de relacionar informações com situações do cotidiano. Estudantes da rede pública só entendem informações explícitas e não são capazes de perceber trechos mais importantes numa leitura.

A exceção nessa comparação fica por conta da rede pública federal, um conjunto pequeno de ilhas de excelência mantidas pelo governo federal que organizam todos os anos processos seletivos bastante disputados entre estudantes - e acabam ficando com os melhores alunos. A pontuação deles está próxima da média dos países desenvolvidos.

Em matemática e ciências, a discrepância continua - e também registra aumento. Em 2003, a diferença de pontuação em matemática era de 109 pontos. Em 2006, saltou para 117 - com os estudantes de toda rede pública incapazes de realizar operações com algoritmos básicos, fórmulas ou números primos.


Em ciências, foi de 107 para 115 a diferença de pontuação entre as redes. Nos dois casos, a distância representa mais de um nível de proficiência na escala de conhecimentos. No nível 1, alunos da rede pública não conseguem explicar como ocorrem fenômenos cotidianos, como ciclo da água na natureza.
Repetência

Cerca de 40,1% dos alunos brasileiros repetem ao menos uma série durante a escolaridade básica. O índice do Brasil só é menor que o da Tunísia, que tem 43,2%, e o de Macau, o primeiro lugar, com 43,7%. A repetência de séries é um dos maiores problemas do sistema educacional dos países mais pobres, como é o caso do Brasil. Entre os países mais ricos, é muito raro utilizar a repetência como mecanismo do sistema de ensino. É o caso do Japão, Coreia e Noruega, onde essa mesma taxa é de 0% - o que significa que não há alunos repetindo séries.


No Brasil, a questão é complicada porque há dois tipos de sistema: o seriado e o de ciclos, este também conhecido como progressão continuada. No primeiro, existe uma idade teórica adequada a cada série. Ou seja: o currículo é organizado de modo que disciplinas devem ser cumpridas em um certo período de tempo - denominado série.


Na progressão continuada, não há repetência ano a ano. Os ciclos substituem as séries tradicionais e o aluno só pode ser reprovado ao fim de duas, três ou quatro séries. No ensino fundamental, há dois ciclos - 1.º a 5.º ano e 6.º ao 9.º - e a reprovação só ocorre ao fim dessas etapas. O sistema está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação.


A introdução dos ciclos no ensino fundamental dividiu especialistas: alguns enxergavam como uma tentativa de mascarar o problema da repetência, já que não retém as crianças, mesmo que elas não aprendam nada; outros, como um avanço para garantir a permanência e o aprendizado dos alunos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Agência Estado

Educação privada eleva inflação em 2011

Escola particular deverá ter reajuste de 6,6% em 2011




Os gastos com educação, despesas pessoais e alimentação prometem ser os vilões da inflação no próximo ano. Dentre os nove setores da economia que compõem o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA), estes são os com maior perspectiva de reajuste, com aumentos de preços de 6,6%, 6,1% e 5,8%, respectivamente. As projeções são da LCA Consultoria, empresa de soluções e estratégias econômicas.



Apesar da pressão sobre estes setores, as famílias poderão respirar aliviadas: comparado a 2010, a tendência é de uma inflação mais baixa para o ano que vem. O IPCA deve ficar em torno de 4,7% em 2011, uma queda de quase um ponto percentual em relação a este ano em que o índice deve fechar em 5,8%.



A inflação mais baixa será resultado de um crescimento econômico mais equilibrado. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2011 é de 4,5%, segundo estimativa de mercado mensurada pelo Boletim Focus, do Banco Central.





Setores - Dos nove setores analisados pelo IPCA, apenas três terão em 2011 aumentos acima dos que foram verificados este ano: educação, transporte e comunicações.







No caso da educação, o índice que este ano deve subir 6,2%, deverá passar para 6,6% no próximo ano. Um aumento que deve apertar ainda mais o orçamento das famílias com filhos em idade escolar. É o caso do engenheiro eletricista Marcos Castro e da sua esposa, a publicitária Sandra Castro. Eles mantêm a filha Victória numa escola particular de Salvador e já preparam o bolso para a matrícula no próximo ano.







“Vejo os custos com a educação como um investimento. Mas acho que os reajustes têm que ser devidamente justificados. O que não pode é aumentar a mensalidade de maneira infundada”, pontua Marcos.







Via atarde

O mundo jovem na gestão escolar

Existem vários artigos, textos, eventos e cursos voltados para escolas, seja para o setor de administração ou de pedagogia. Este conteúdo, normalmente, atinge o público alvo de forma direta, o mantedor ou o coordenador, mas é difícil encontrar informações a respeito do que seria a parte mais importante de toda esta história, que se resume a uma pergunta, como os estudantes afetam diretamente as diretrizes da gestão escolar?
É fundamental o entendimento das ideias e novidades presentes no dia a dia dos estudantes, seja de educação infantil ou ensino médio, pois cada vez mais cedo os pequenos notáveis vão ganhando terreno nas escolas, com atitudes e vontades que sempre que possível, serão atendidas pelos pais, o que nos remete a um novo cenário, qual quem decide efetivamente se quer ou não permanecer naquela escola ou serviço, em grande parte das famílias, é o aluno.
A evolução em tempo Recorde da tecnologia da informática nos últimos anos, tornou factível que a grande maioria das famílias de classe media, eduquem seus filhos em um ambiente onde já existe internet, televisão a cabo, livros, acesso a bibliotecas, cursos entre outros, e é desta condição que os alunos extraem uma gama de experiências e conhecimentos, apesar da pouca idade, e interagem nas ascendentes redes sociais com diversas pessoas, empresas e produtos.

Cada vez mais temos crianças por dentro de informações antes consideradas adultas, e nos impacta os adolescentes, que passaram a entender sobre política, meio ambiente, educação, interação social e desenvolver conceitos próprios sobre tudo, inclusive sobre a qualidade dos serviços prestados nas instituições de ensino privado.

Mas onde entra a gestão escolar neste processo todo? Diria que para sobreviver a ele é preciso focar as etapas de planejamento, coordenação, liderança e controle da empresa como um todo, voltados para atender essa nova demanda de clientes que o século XXI criou. Com uma simples analise dos fatos, perceberemos quais são os fatores que tornam um colégio agradável aos olhos dos alunos, ou melhor, que se auto venda a eles. É essencial estar atento a estas mudanças, por exemplo, não basta ter um site que seja estático e "antigo", ele tem de estar dentro dos padrões modernos, a instituição deve ter Orkut, Twitter, Facebook, e deve atualizar sempre o conhecimento de seus profissionais dentro destas linguagens novas e permanentes.

Pergunte-se o que o aluno quer da sua empresa, hoje a exigência por parte dos pais é de um ensino de qualidade, e dos alunos de um serviço voltado para suas necessidades, na maioria das vezes aquém do ensino, que obviamente deve ser o foco de seu trabalho, porém se agregado de diferenciais exclusivos e inovadores poderá ter resultados expressivos, em um curto espaço de tempo.

Como atingir este caminho? Voltamos à gestão, "nunca antes na historia deste país", a economia exigiu tanto de administradores competentes, é dessa administração focada que o colégio poderá obter ganhos futuros, de tempo, qualidade e eficiência na manutenção de custos e investimentos.

Ter especialistas a sua volta lhe proporcionaram maiores possibilidades de atingir seus objetivos, seja na área de marketing, sistemas de ensino e gestão, assessoria e consultorias, entre outros. A Empresa em que trabalho, BW

Contabilidade, tem vários casos de sucesso, após seus clientes focarem na gestão para priorizar o pedagógico.

O pensamento entre colégios e parceiros deverá se reger pela palavra juntos, pois não basta ter um serviço, você precisa de empresas parceiras, que entendam você, do mesmo modo que você precisa entender seu aluno.



ALAN CASTRO BARBOSA
ASSESSOR DE MARKENTING
BW CONTABILIDADE

domingo, 5 de dezembro de 2010

Supersimples: Mudanças devem sair ainda este ano

A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (01) urgência na votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 591/10 que aperfeiçoa e propõe alterações na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Uma das mudanças é a correção dos valores de enquadramento: para a microempresa, o faturamento limite passa de R$ 240 mil para R$ 360 mil por ano; para a empresa de pequeno porte, de R$2,4 milhões para R$ 3,6 milhões anuais.




Além do aumento dos tetos, congelados desde 2005, estão sendo propostas a inclusão de todas as atividades no Simples Nacional, a extinção da cobrança de ICMS nas fronteiras dos estados, a não aplicação da substituição tributária para os micro empresários, aplicação de multas diferenciadas para as micro e pequenas empresas, parcelamentos das dívidas para as empresas optantes pelo Simples Nacional e o aumento do limite de faturamento do Empreendedor Individual e criação do Simples Rural, entre outros pontos.



Segundo Valdir Pietrobon, presidente da Fenacon, que participou da elaboração do projeto, a expectativa é que a proposta seja aprovada até o dia 16 de dezembro e já possa entrar em vigor em 2011. "É de extrema importância que o projeto seja votado ainda este ano, já que reduzirá a informalidade no setor produtivo. Será um grande avanço para a economia brasileira como um todo”.



Pietrobon ressalta, ainda, que a proposta deve ser tratada como um projeto social e não arrecadatório. “As micro e pequenas empresas geram mais de 60% dos empregos formais do país. Preocupa-me muito as mudanças não serem adotadas para o ano que vem, pois teremos um grande prejuízo para a geração de empregos”.







Fonte: Fenacon

Os quatro segredos da gestão escolar eficaz

Pesquisa exclusiva revela a combinação que abre as portas para melhorar cada vez mais o desempenho da escola.








Duas escolas com alunos de perfil socioeconômico e cultural semelhante e pertencentes à mesma rede de ensino nem sempre têm o mesmo desempenho nas provas de avaliação externa. O que ocorre em cada uma delas para justificar a diferença? Por acreditar que é a gestão escolar que garante um resultado melhor (ou pior), a Fundação Victor Civita (FVC) realizou o estudo Práticas Comuns à Gestão Escolar Eficaz, com patrocínio da Abril Educação-Ser, do Instituto Unibanco e do Itaú BBA.





Entre abril e setembro, 14 pesquisadores coordenados pelo cientista político Fernando Luiz Abrúcio, professor de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo, estudaram dez escolas em quatro municípios de São Paulo. Para chegar a elas, foi utilizado um modelo estatístico criado por Francisco Soares, da Universidade Federal de Minas Gerais (leia mais no quadro abaixo).



Divididas em pares (duas unidades em condições semelhantes, mas com resultados diferentes na Prova Brasil), elas foram visitadas e analisadas, e a conclusão é que, sim, as que têm uma gestão mais eficaz são as que obtêm notas melhores. Segundo o estudo, são quatro os "segredos" da boa gestão escolar, aspectos que podem ser replicados em todo o país para melhorar a aprendizagem.







BOA FORMAÇÃO



Além da graduação

Gestor se destaca ao buscar capacitação para melhorar o trabalho pedagógico



As cinco escolas com resultado superior a seus "pares" no estudo Práticas Comuns à Gestão Escolar Eficaz têm diretores com cursos de especialização em Gestão, Administração Escolar ou Pedagogia, que dizem buscar experiências de bom êxito dentro e fora da rede e são bem informados sobre o que acontece na comunidade e no mundo.



Cultivar esse "capital humano", explicam os pesquisadores, é imprescindível para o trabalho de qualquer gestor escolar porque fornece informações e ferramentas de articulação dos conhecimentos teóricos e práticos e porque o capacita a usar instrumentos de gestão mais efetivos. "Todo bom profissional deve ser gerente do próprio desenvolvimento", afirma Maria Aglaê de Medeiros, mestre em Educação pela Universidade de Brasília (UnB).



Porém a maioria dos diretores entrevistados pelo Ibope aponta uma contradição quando questionada sobre a própria formação inicial: muitos consideram que a faculdade foi boa, mas não os preparou para a realidade de comandar uma escola (confira os números no quadro abaixo). Uma vez no cargo, os cursos de capacitação em serviço oferecidos pelas redes, geralmente focados em conteúdos da gestão administrativa e financeira, também não se revelam suficientes para melhorar o desempenho à frente da equipe.







93% consideram a primeira graduação boa ou ótima.

Porém... 45% afirmam que essa formação inicial não foi adequada à prática como gestores.







O diretor e a qualidade da formação







Os gestores de escolas públicas entrevistados pelo Ibope mostram estar bastante satisfeitos com a primeira graduação que fizeram: 93% consideram a formação inicial boa ou ótima. Contudo, apenas 45% afirmam que ela não foi adequada à prática como diretor escolar e que a realidade oferece questões bem diferentes para serem resolvidas. Quem hoje está no cargo busca apoio para exercer melhor a função em programas oferecidos pelas redes de ensino das secretarias da Educação e pelo MEC: 82% declaram ter feito algum curso ligado às práticas de gestão escolar de 2006 para cá - sendo que 59% afirmam ter frequentado até três nesse período (daí percebe-se como é recente a atenção dada a essa área). Apesar disso, 20% ainda se sentem impotentes frente às necessidades e carências da escola que comandam.

Fonte FVC/Ibope







82% já fizeram cursos específicos de gestão escolar.

Porém 20% ainda se sentem impotentes frente às necessidades e carências da escola.







Segundo os especialistas ouvidos por NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR, o ideal seria que os diretores tivessem encontros periódicos com seus pares, com supervisão, para refletir sobre os problemas reais da escola ou, como sugere Marcelo Soares, diretor de políticas de formação do MEC, com a própria equipe, dentro da escola.



Na busca por mais qualificação, que tipo de curso você deve procurar? Há muitas opções, mas mesmo analistas com trajetórias diferentes, como o pedagogo Vitor Paro, da Universidade de São Paulo (USP), e o administrador Mário Aquino, da FGV, concordam num ponto: o que realmente importa é focar o pedagógico. Cabe ao gestor conhecer profundamente os propósitos educativos e as relações entre o ensino e a aprendizagem. Do contrário, todo o trabalho fica comprometido. Por isso, há tanta gente que defende que, antes de assumir a direção, o profissional tenha experiência dentro da sala de aula.



Além disso, afirmam os especialistas, ganha quem procura conhecimentos de áreas não diretamente ligadas à escola, mas presentes nela, como a Sociologia e a Antropologia (que ajudam a entender a dinâmica das relações que se estabelecem dentro e fora da sala de aula e muitas vezes apontam caminhos para entender os conflitos e buscar soluções).



Portanto, se você tem a intenção de melhorar a sua formação, procure:

- Informar-se sobre os cursos oferecidos pela rede e pelo MEC.

- Criar uma rede de relacionamento com outros diretores de unidades próximas, que permita a troca de experiências e informações.

- Fazer reuniões com professores e funcionários para refletir sobre o cotidiano escolar.

- Dominar os propósitos educativos da escola e criar condições para que eles sejam atingidos.

- Ler textos relacionados a outras áreas (como Sociologia, Antropologia, Economia e Administração), que ajudem a entender o cotidiano da escola.

- Conversar com as famílias e lideranças locais, para se manter informado sobre os principais acontecimentos da comunidade que possam ter reflexos na escola e no comportamento dos alunos.







VISÃO INTEGRADORA



O olhar sobre o todo

Unir diversas áreas de atuação é uma das quatro práticas que fazem a diferença



Ter domínio sobre questões financeiras e produzir planilhas e balancetes é uma prática necessária a um bom gestor escolar. Porém, se não vierem acompanhadas de outras preocupações com o que acontece na escola, essas habilidades perdem o sentido. "O olhar dele deve recair sobre todos os aspectos da vida escolar e o grande desafio é conseguir estabelecer relações entre as áreas para que os alunos avancem", afirma Leunice Oliveira, coordenadora da especialização em Gestão da Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.



A pesquisa da FVC comprovou que as instituições com melhor desempenho são aquelas em que os diretores são capazes de unir oito áreas de atuação:

- Gestão pedagógica,

- Gestão administrativa,

- Gestão financeira,

- Gestão da infraestrutura,

- Gestão da comunidade,

- Gestão de relações pessoais,

- Gestão dos resultados escolares e

- Gestão do relacionamento com a rede.



"Construir essa visão integradora significa entender que cada uma das áreas não é um fim em si mesma, mas um meio de fazer a escola cumprir seus objetivos", explica Mário Aquino, da FGV. Ao estabelecer rotinas e atividades coordenadas e relacioná-las com as metas, o diretor começa a criar a cultura de eficiência. A instituição que tem um projeto pedagógico construído coletivamente tem uma vantagem: os propósitos educativos e as metas estão definidos no documento - e ambos são conhecidos de todos, o que facilita atrelar novas ações aos propósitos educativos.



Um ponto importante para desenvolver a visão integradora é compreender que a escola pública faz parte de um sistema maior. "O fato de pertencer a uma rede exige que ela se adapte às políticas públicas. Além disso, existe uma comunidade dentro e ao redor dela, que precisa estar comprometida com o trabalho pedagógico. Sem a reflexão sobre esses elementos, a gestão deixa de representar as necessidades dos alunos e se torna cada vez mais burocrática", acredita Márcia Ângela da Silva, professora da Universidade Federal de Pernambuco.



No entanto, os números da pesquisa do Ibope que revela o perfil do diretor escolar mostram que isso está longe da realidade: apenas 13% dos entrevistados afirmam que observar todos os ambientes da escola é uma característica de um bom gestor e só 4% compartilham assuntos de gestão com a comunidade escolar (leia mais no quadro abaixo).







13% afirmam que observar todos os ambientes da escola é característica de um bom gestor.

4% dizem que compartilhar a administração com a equipe é fundamental para exercer bem a função.





40% se reúnem com o coordenador pedagógico só uma vez por semana.

Porém 45% tratam de questões administrativas e burocráticas todos os dias.







O diretor e a visão integradora







Os diretores brasileiros estão longe de ter uma visão global da escola. O espaço da agenda destinado à gestão administrativa ainda é bem maior do que o reservado aos outros campos: 45% afirmam lidar com questões burocráticas todos os dias, enquanto reuniões com o coordenador são realizadas com frequência bem menor (40% fazem isso uma vez por semana, e 38%, uma única vez por mês!). O conhecimento sobre a comunidade, básico para enxergar a escola como parte de um sistema, é citado por apenas 6% dos entrevistados como sendo uma atribuição do diretor competente. Para integrar as diversas áreas, é preciso conhecê-las, mas somente 13% afirmam que observar todos os ambientes escolares é uma característica de um bom gestor e míseros 4% mencionam que compartilhar a administração com outros atores é uma boa prática.

Fonte FVC/Ibope







Passar a ter essa visão integradora, portanto, exige procurar uma formação teórica sólida, que propicie mais conhecimento sobre as várias áreas da gestão e dominar os instrumentos que permitam analisar a realidade escolar dentro e fora dos muros.



Para enxergar a escola em sua totalidade, procure:

- Observar o movimento da escola no dia a dia para analisar o clima entre alunos, professores e funcionários e estar sempre atento aos sinais que mostrem que algo não corre bem.

- Montar um quadro com as oito áreas da gestão, prevendo rotinas e anotando os principais processos relacionados a cada uma delas e os profissionais envolvidos na realização das tarefas.

- Questionar as ações, os procedimentos e as novas propostas para se certificar da relação de cada projeto com os propósitos maiores da escola.

- Construir e avaliar com a equipe, ao longo de cada ano, o projeto pedagógico da escola. Ele deve conter as metas da instituição e projetar ações e caminhos para atingi-las. Dentro de cada área da gestão, é essencial prever as atividades necessárias, as condições e o tempo para executá-las.

- Solicitar que todos os funcionários façam uma lista das atividades cotidianas para poder discutir com eles os desvios de função e sugerir novas formas de organização do trabalho em função das reais necessidades da comunidade escolar.







METAS DE APRENDIZAGEM



Notas para refletir

A gestão funciona quando a avaliação externa impulsiona a aprendizagem



Recentes no cenário educacional brasileiro, as avaliações já aparecem entre os principais interesses dos gestores escolares - que, ao ver sua instituição em posição não confortável em relação à rede, se sentem incomodados e começam a trabalhar para reverter a situação. Nas dez unidades visitadas durante o estudo das práticas eficazes de gestão, os pesquisadores detectaram grande interesse das equipes em melhorar esses indicadores.



Nas escolas mais bem avaliadas, os resultados da Prova Brasil e do Ideb são compartilhados com a equipe e estão afixados em local visível a todos. Só essa atitude pode ser apontada como um diferencial no desempenho dos alunos. Porém nenhum gestor conhece com clareza os indicadores que compõem a nota, o que impede que haja uma mobilização real em projetos que melhorem a aprendizagem.



Essa conclusão é amplamente confirmada pelos números da pesquisa do Ibope (como mostra o quadro abaixo). "A nota obtida pela escola nesses exames serve para levar toda a comunidade à análise e ao questionamento", afirma Jussara Hoffmann, autora de livros sobre a relação entre provas e aprendizado. É preciso que a equipe gestora identifique as competências em que os alunos foram bem avaliados e quais são os objetos de ensino que precisam ser trabalhados com os professores para que esse desempenho melhore cada vez mais.







22% citam as avaliações externas como um dos principais avanços da Educação.

Porém 36% não conhecem o Ideb da escola que dirigem.







O diretor e as metas de aprendizagem







As provas realizadas pelas redes ou pelo MEC para medir o desempenho dos alunos e das escolas foram o segundo item mais citado pelos gestores escolares como a medida de maior impacto positivo na Educação nos últimos dez anos (só perdem para os cursos de formação de professores, citado por 30% dos entrevistados pelo Ibope). Porém 36% dos diretores admitem não conhecer a nota da própria escola, o que mostra o descaso com a informação. A maioria (61%) reconhece a importância da avaliação externa. Mas, na hora de atribuir a responsabilidade pelo desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o governo aparece em primeiro lugar, com 58%; a comunidade em segundo, com 16%; o professor, o aluno e a escola em seguida, com 13%, 9% e 7%, respectivamente; e, numa demonstração de corporativismo, o próprio diretor só é visto por 2% dos entrevistados como responsável, como se não fosse ele o principal líder da escola.



Fonte FVC/Ibope







61% acham que as avaliações externas são importantes para a escola.

Porém 2% reconhecem que o diretor é responsável pela nota baixa da escola no Ideb.







Cabe ao diretor analisar se o ambiente escolar é propício ao desenvolvimento das crianças e dos jovens e se há materiais diversificados. "Na maioria das vezes, a resposta vai ser 'não'. E aí começa o trabalho para melhorar as condições da escola e a formação docente", diz Jussara.



Cleuza Repulho, ex-diretora de Programas de Fortalecimento Institucional e Gestão de Sistemas do MEC e atual secretária de Educação de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, acredita que as avaliações externas também são úteis para que os gestores escolares busquem referências no entorno: "Como os dados são públicos, é perfeitamente possível entrar em contato com uma escola da vizinhança com a proposta de compartilhar projetos pedagógicos e práticas de gestão que possam ser adaptados às necessidades de sua unidade."



Outra vantagem das provas é que elas permitem enxergar os pontos fortes e fracos de cada escola e, com isso, revisar o projeto pedagógico com a ajuda da comunidade. "Muita gente não faz um diagnóstico realista da situação e acaba achando que está tudo bem. Esse olhar externo é uma nova oportunidade de mostrar a situação real e, com isso, promover mudanças necessárias", afirma Cleuza.



Para ficar atento às metas de aprendizagem e usar bem o resultado das avaliações, é aconselhável:





- Refletir sobre os objetivos da prova e procurar compreender o tipo de ensino que é preciso promover na escola para que os alunos adquiram as habilidades exigidas.

- Avaliar com a comunidade como se aproximar do perfil buscado pelos avaliadores.

- Organizar a infraestrutura adequadamente com base nas metas de aprendizagem.

- Entender os fatores que interferem nas notas das provas (evasão, repetência, ensino).

- Avaliar em que disciplinas ou séries estão localizados os piores resultados e quais são os motivos que levam a isso.

- Planejar a formação continuada dos professores com foco nas necessidades de aprendizagem dos estudantes.

- Criar condições de melhoria do aprendizado, planejando tempos maiores de formação da equipe docente ou revendo o currículo.







CLIMA ORGANIZACIONAL



Um bom ambiente de trabalho

Coesão da equipe e comando claro são a base de um astral positivo



Um clima favorável. Essa é uma das características mais marcantes que diferenciam as cinco escolas com melhor desempenho analisadas no estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas a pedido da FVC. Com base nas visitas, os pesquisadores concluíram que são três os elementos que ajudam a compor o bom clima organizacional. O primeiro é a coesão da equipe gestora, com o diretor e o coordenador pedagógico sempre presentes, entrosados e com discursos e práticas coerentes com os objetivos predefinidos. O segundo é o comprometimento de professores e funcionários com essas metas, medido pela reação positiva às propostas de mudança e ao trabalho coletivo. E, finalmente, a existência de um comando e uma organização que deixem evidentes as funções de cada um e respeitem a rotina escolar.



Pode parecer básico, mas nem sempre existe clareza sobre as atribuições de cada profissional na escola: às vezes, o coordenador pedagógico faz as tarefas que seriam da secretária ou até assume o papel do diretor, quando ele é ausente. A confusão também aparece quando o comando é disperso, e a rotina, desrespeitada. Quer um exemplo? Das 14 reuniões de horário de trabalho pedagógico coletivo (HTPC) acompanhadas pelos pesquisadores, apenas quatro tinham pautas relacionadas com as práticas de sala de aula. Ou seja, o tempo que deveria ser usado para discutir formas de ensinar é usado para falar sobre assuntos diversos, o que demonstra descaso, despreparo ou incapacidade de fazer o que precisa ser feito.



Para alcançar esses três elementos (espírito de coesão da equipe gestora, envolvimento de professores e funcionários e organização clara do trabalho), é preciso pôr em prática um tipo de gestão em que haja diálogo, participação nas decisões e atribuição de responsabilidades. "Quanto mais um profissional participa do planejamento, melhor ele executa as tarefas. Ao promover a participação de todos nos processos de discussão e decisão, o líder ganha aliados mais conscientes da necessidade de atingir os resultados combinados", afirma Maria Luiza Alessio, diretora de Fortalecimento Institucional e Gestão da Secretaria de Educação Básica do MEC.



Infelizmente, a leitura dos números da pesquisa do Ibope aponta para uma realidade distante do ideal. A maioria dos diretores não dá importância a atitudes que podem fazer dele um líder de fato (como mostra o quadro abaixo).







O diretor e o clima organizacional







Algumas atitudes que reforçam a posição de liderança e contribuem para a formação de um clima organizacional positivo ainda não são reconhecidas como tal por boa parte dos diretores. Questionados sobre as características do bom gestor, foi tímido o apoio às frases "incentivar o trabalho em equipe" (apenas 6%), "saber delegar" (4%) e "ter iniciativa para realizar projetos" (3%) - atitudes que ajudam a obter mais comprometimento de professores e funcionários. O fato de 5% concordarem que é preciso "ter organização no trabalho" revela que boa parte dos gestores não tem consciência de que a atenção à rotina escolar é um dos componentes do bom ambiente. A boa notícia é que as reuniões com funcionários são realizadas com certa frequência, assim como a revisão do projeto político pedagógico.



Fonte FVC/Ibope







85% promovem reuniões periódicas com os funcionários e... 99% revisam o projeto pedagógico pelo menos uma vez por ano.





Porém 6% citam "incentivar o trabalho em equipe" como uma das características do bom gestor e... 2% incluem "saber delegar" entre as qualidades do diretor eficaz.







Por lei, já existem na organização escolar diversos fóruns que permitem a participação de todos (é o caso da elaboração do projeto político pedagógico, das discussões nos conselhos escolar e de classe e dos HTPCs). O que as pesquisas mostram é que falta usá-los corretamente e garantir, além da presença, o envolvimento da equipe.



Para isso, a equipe precisa se sentir apta a questionar e propor ideias, atitudes que serão mais frequentes quanto mais o gestor investir na formação permanente de suas equipes. "Isso também fortalece as relações de confiança e permite que o gestor delegue mais", afirma Adriana Cancella Duarte, professora do Departamento Escolar da UFMG.



Portanto, para promover um bom clima organizacional, é preciso:

- Organizar reuniões regulares com os envolvidos de cada setor para acompanhar, avaliar conjuntamente e discutir a melhor forma de trabalhar.





- Criar comissões de cogestão por área para ajudar na tomada de decisões.

- Planejar a formação permanente dos funcionários para que todos se sintam capacitados a atuar com autonomia.

- Respeitar as funções de todos, ajustando a rotina de forma a valorizar as ações que promovem a melhoria do aprendizado e excluindo as que não têm relação com os objetivos da escola.

- Envolver toda a comunidade escolar na discussão do projeto político pedagógico.

- Monitorar quanto tempo é gasto com cada atividade e tentar se reorganizar, para perder menos tempo com emergências. Reuniões regulares com os funcionários ajudam muito para isso.

- Montar um conselho gestor com representantes de vários setores para trocar ideias.

- Delegar o que pode ser delegado.







Onde está o pedagógico?





Diretores ainda deixam a gestão da aprendizagem em segundo plano



Paola Gentile



As duas pesquisas encomendadas pela Fundação Victor Civita e apresentadas nas páginas anteriores trazem importantes revelações sobre o dia a dia de diretores escolares, mas o resultado mais importante (e preocupante) é justamente o que não aparece na fala dos entrevistados e na prática das escolas visitadas: a falta de foco no pedagógico. A preocupação com a aprendizagem dos alunos até aparece no discurso, mas o empenho e a dedicação a esse aspecto essencial da vida escolar são muito menores do que o mínimo desejado. O que se vê é uma boa intenção, que se dilui na rotina, dominada por atividades burocráticas, e administrativas e no atendimento de emergências (tanto no relacionamento com a comunidade como em questões de infraestrutura).



Segundo a pesquisa realizada pelo Ibope, 90% dos diretores dizem que sua principal preocupação cotidiana é a merenda. Em seguida, vêm questões como a falta de material pedagógico (63%), as condições do mobiliário (58%) e as questões administrativas e burocráticas (45%).



As reuniões com o coordenador pedagógico para discutir a formação de professores ou os resultados das provas são realizadas apenas uma vez por semana para 40% dos diretores e (acredite se quiser) uma única vez por mês em 38% dos casos - e, o que é ainda mais aterrador, 77% dos diretores estão satisfeitos com essa periodicidade. Questionados diretamente sobre essa questão, apenas 8% afirmaram sugerir ações para melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem. Qual é o papel que esses diretores acreditam desempenhar em sua escola?



O papel da escola



Questões relacionadas à melhoria da infraestrutura e à organização da escola como um todo são básicas e certamente importantes, tanto que o estudo conduzido pela Fundação Getúlio Vargas mostra que os gestores que fazem esse mínimo já conseguem um pequeno diferencial no desempenho dos alunos. Porém isso está muito longe do suficiente.



Para fazer uma gestão focada na melhoria da aprendizagem, é necessário ter bastante clareza sobre os propósitos educativos da escola - este é o verdadeiro papel social da escola: ensinar. Se você está à frente de uma instituição de Educação Infantil, é essencial saber quais os cuidados as crianças demandam para se desenvolver e o que elas precisam aprender para construir sua autonomia e adquirir o conhecimento do mundo. Se o trabalho é com alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, é crucial conhecer o que eles têm de aprender em cada série e disciplina e ter clareza sobre os objetivos dos diversos conteúdos, sejam eles curriculares, procedimentais ou atitudinais.



"Para fazer uma gestão focada na melhoria da aprendizagem, é essencial ter clareza sobre os propósitos educativos da escola."



Tudo isso deve estar previsto no projeto político pedagógico, documento que precisa ser construído juntamente com toda a comunidade (interna e externa) e tem como função especificar os objetivos em termos de formação do alunado. Só com a definição de aonde se quer chegar a equipe consegue projetar as ações ao longo do ano letivo - e o diretor pode definir quem assume a responsabilidade pelo acompanhamento e pela execução de cada projeto e lutar para garantir as condições necessárias para que eles se concretizem. Infelizmente, não é isso o que se vê nas redes públicas brasileiras.



O trabalho do bom gestor aparece quando ele coordena uma análise eficaz da situação da escola e organiza o que é preciso fazer para que ela atinja seus objetivos. Essa visão integradora (ou sistêmica) permite pensar em mudanças e mobilizar os envolvidos. Assim, se uma das metas é alfabetizar todos os alunos até o fim do 1º ano, o passo inicial é saber se os professores têm formação e preparo para tanto? Da mesma forma, cabe ao diretor entender se o coordenador pedagógico dispõe de um acervo de projetos e sequências didáticas para trabalhar com o corpo docente nos horários de trabalho coletivo. O mesmo vale para o material: ele é suficiente e de qualidade? O espaço está organizado para inserir os pequenos na cultura letrada? Se a escola não faz esse questionamento, não mobiliza conhecimentos da gestão da aprendizagem e da infraestrutura.



Outro exemplo possível é pensar que um dos propósitos educativos é o ensino do respeito aos indivíduos. Se esse é o caso de sua escola, não dá para imaginar que as merendeiras tratem as crianças de forma ríspida na hora das refeições ou que as obriguem a comer o que não querem, por exemplo.



Basta de apagar incêndios



Para manter certo distanciamento dos problemas - afastamento apenas suficiente para analisar melhor a situação e propor soluções, nunca para fugir da raia -, é essencial escapar de uma armadilha que diariamente se coloca no caminho de qualquer diretor: as emergências. Sim, é papel do gestor encontrar solução para a falta de professores e de material pedagógico ou ingredientes para a merenda, bem como para os pais que aparecem sem hora marcada. Mas é fácil perceber que esses e outros incêndios pipocam por falta de planejamento, de cultura de trabalho em equipe e de delegação de tarefas. Afinal, não é difícil ter um plano B para quando um docente se ausenta, fazer com que uma das merendeiras (ou alguém da secretaria) se encarregue de fazer o cardápio e garanta que as compras sejam efetuadas com antecedência - ou reservar um dia da semana para receber as famílias, sempre com hora marcada, para evitar desgastes de parte a parte.



Ao agir assim, sobra tempo para supervisionar as diversas áreas e, conhecendo-as melhor, relacioná-las diretamente à função primordial da escola: como já foi dito, garantir que todos os alunos aprendam. Sempre, é claro, contando com a ajuda da equipe: juntamente com o coordenador, buscar alternativas para melhor formar a equipe docente; ao lado do orientador educacional, correr atrás de soluções para integrar os estudantes com algum problema que afete seu desempenho; e, no trabalho com o supervisor da Secretaria de Educação, utilizar as soluções oferecidas pela rede ou pressionar para que as políticas públicas sejam voltadas para a resolução das questões educacionais mais prementes.



Já é consenso que a atuação do diretor é um dos fatores que mais influenciam a aprendizagem. Mas ainda há poucas pesquisas menos focadas em dados estatísticos do que na análise e no aprofundamento das experiências reais de escolas - como é o caso das Práticas Comuns dos Diretores Eficazes, da FVC, e de um estudo que está sendo conduzido pelo Ministério da Educação e pelo Banco Mundial, intitulado Melhores Práticas em Escolas Efetivas de Ensino Médio, que deve ser divulgado nos próximos meses. Eles lançam luzes sobre a realidade de nossa Educação e, assim, ajudam a mostrar aos profissionais que ocupam essa função tão importante (ou apenas estão começando no cargo) por que é imprescindível refletir e planejar mais - e experimentar menos.



90% dos diretores citam a merenda como a principal preocupação diária e apenas 8% declaram sugerir ações pedagógicas para melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem







Fonte RevistaEscola.com.br

terça-feira, 20 de julho de 2010

SABER 2010

BW No saber 2010

Está chegando o maior evento educacional

do país, a feira saber irá

reunir no centro de exposições imigrantes

a essência base de nosso segmento,

o ensino. Serão dezenas de palestras e

apresentações com o único objetivo de

aprendizagem e desenvolvimento do

setor educacional privado. a BW estará

presente novamente neste ano, esperamos

sua visita ao nosso estande.

Sustentabilidade, não faz tanto

tempo que os olhos governamentais,

econômicos e educativos, se voltaram

para a acelerada degradação ambiental

em todo mundo. Os avanços tecnológicos

da era da informação, possibilitam

acesso a dados que comprovam a necessidade

urgente do compromisso ambiental

de todos, empresas, educadores,

famílias e principalmente o Estado.

Sabemos que o local mais importante

para incentivar uma cultura ambiental é

dentro das salas de aula, que formam

cidadãos a cada ano e tem papel crucial

no futuro social. Sua escola demanda

de tempo e recursos para investir neste

item de tamanha importância, com isso

existe a necessidade de plena organização

e eficiência administrativa, isso

mesmo, manter a escola com as contas

em dia e se manter organizado perante

a legislação, seja fiscal, seja pedagógica

é fundamental neste processo de transformação

cultural.

Portanto revise sua estrutura e pense

se está indo no caminho certo!

Alan Claudio Castro Barbosa

Mudanças na DIRF

A partir deste ano, o preenchimento

da DIRF 2011 mudará

em alguns pontos:

Serão informados na DIRF :

1 - Rendimentos do trabalho assalariado,

iguais ou superiores a R$ 17.989,80

mesmo sem retenç ão do IRRF;

2 - Lucros ou Dividendos pagos ou

creditados , iguais ou superiores

a R$ 53.969,40;

3 - Parcela isenta de aposentadoria

para maiores de 65 anos;

4 - Valor de diárias e ajuda de custo;

5 -Valor dos rendimentos pagos ou

creditados a titular ou sócio de micro

empresa ou empresa de pequeno

porte;
 
Valores de indenizações por rescisão


de contrato de trabalho , inclusive a

título de PDV;

6 - Valores do abono pecuniário;

7 - Outros rendimentos isentos ou não

tributáveis, desde que o total anual dos

rendimentos pagos seja igual ou superior

a R$ 53.969,40 (3x o mínimo

de isenção).

8 - DEDUÇÕES - ASSISTÊNCIA MÉDICA:

Pagamentos a plano privado de assistência

à saúde, modalidade coletivo

empresarial , as fontes pagadoras

deverão informar:

Número do CNPJ da operadora do

plano;

Nome e CPF do beneficiário titular e dos

respectivos dependentes;

Total anual descontado em folha de

pagamento, correspondente à participação

do empregado no plano de saúde.

Opinião BW:

Se considerarmos que o prazo para

a entrega da DIRF é 28/02/2011,

teremos que nos preparar para realizar

o fechamento de todos os balanços

no maxímo até o dia 15/02/2011 para

então informarmos os valores pagos a

título de lucros.
Vejam a importância que temos que


atribuir ao fluxo regular de documentos

da escola para o escritório contábil.

Senhor mantenedor, pense nisso com

carinho.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Dúvidas talvez, pânico não mais


Diferentemente do início do ano passado, quando convivíamos com as incertezas e agruras provocadas pela crise financeira mundial, que de “marolinha” nunca teve nada, tanto que houve de fato redução da atividade econômica no último trimestre de 2009, neste ano as perspectivas são animadoras, tanto que as projeções são de crescimento de 5% do PIB (Produto Interno Bruto), em relação ao ano de 2009.




É bem verdade que projeções para o desempenho da economia nem sempre se confirmam, mas de qualquer forma se considerarmos o desempenho dos últimos meses do ano passado e, se não houver qualquer tipo de influência negativa externa, acredito que possamos atingir este crescimento.











Neste cenário, podemos prever aumento na procura pela rede particular de ensino, bem como diminuição da inadimplência, dependendo das características e da região onde se localiza a escola. Precisamos estar preparados para este possível aumento da demanda, ou o concorrente irá levar a melhor.











Antonio Carlos Barbosa



Diretor BW